O líder líbio Muammar Kadafy está mostrando que não se entrega mesmo. Prova disto é a reação de suas forças contra os rebeldes que tomaram cidades ao leste do país. Cidades que foram atacadas por terra e pelo ar. Que sofreram o impacto da reação governamental, mas que não se entregaram. No entanto, segundo informações das lideranças rebeldes, embora a maior parte do exército tenha desertado e passado a lutar contra Kadafy, a derrota do ditador só se dará com a ajuda estrangeira. Esta ajuda, se depender da vontade do presidente Barack Obama não vai chegar. Ele não quer envolver-se em mais uma guerra. Porém, para a direita americana, os EUA já deveriam, no mínimo, estar fornecendo armas aos rebeldes. E, conhecendo-se a história americana, dá para dizer que Obama acabará se rendendo aos radicais.
BLOQUEIO ECONÔMICO
O Ocidente está cercando Kadafy pela via econômica. Sanções ao país e bloqueio de bens no exterior são as medidas tomadas por EUA e União Européia. Medidas que, logicamente, demandam tempo para ter efeito. O que pode derrubar logo o ditador é a ação militar que vem sendo desenvolvida dentro do país pelos revoltosos. Ação em que não se destaca um líder, mas um conjunto da sociedade líbia que se mostra cansada do regime autoritário e das falcatruas praticadas. Sim, porque é bom ressaltar, a revolta na Líbia não se dá, como acontece na maior parte dos países, por problemas econômicos ou sociais. Graças à posição de nono produtor mundial de petróleo e a uma população de apenas 6,4 milhões de habitantes, o país desfruta uma ótima situação econômica e social. A renda per cápita de 12 mil dólares é maior que a do Brasil, da Argentina ou da Turquia. E o IDH é o mais elevado da África e um dos melhores entre os árabes.
Então, a revolta se deu devido à repressão, à falta de liberdades de expressão e de locomoção e à corrupção.