Na Síria o presidente Bashar al Assad elogiou a ação das tropas que mataram 136 pessoas durante os protestos na cidade de Hama. Seria de as tropas da Otan desencadearem na Síria uma ação semelhante à que desenvolvem na Líbia de Muamar Kadafy? Seria, os motivos são os mesmos. No entanto, isto não acontecerá. As grandes potências, como EUA, Reino Unido, Rússia, etc, já condenaram a ação, mas ninguém falou em ação militar. Apenas boicote econômico. Para o secretário-geral da Otan Anders Fogh Rasmussen, “não há as condições necessárias para uma intervenção na Síria. Disse ele, em declaração ao jornal francês Midi Libre, “na Líbia desenvolvemos uma operação baseada em um mandato claro das Nações Unidas. Temos o apoio dos países da região. Estas duas condições não ocorreram na Síria”. Condenou os atos de violência, mas ressaltou que não há possibilidade de uma ação militar.
Sanções contra a Síria só econômicas. A União Européia impôs congelamento de ativos e proibições de viagens de militares e funcionários do governo sírio pela Europa. Obama se disse “horrorizado com a violência e brutalidade indiscriminada contra o seu próprio povo por parte do governo sírio”. Pois bem! Não foi por muito menos que a Otan atacou na Líbia. Vale lembrar que a ação contra Kadafy foi autorizada quando ele ameaçou atacar os rebeldes. Na Síria, Al Assad já concretizou o ataque aos rebeldes. Então, por que não há o ataque? Porque a Otan já tem a experiência negativa de sua ação na Líbia. Lá, mesmo com sua força aérea bombardeando as forças e as instalações de Kadafy, a situação segue indefinida. Otan também está no Afeganistão, onde a situação também está indefinida, com uma ampla possibilidade de o Talibã retomar o poder se a Otan de lá se retirar. Então, meter-se em mais um conflito seria o mesmo que entrar em mais uma situação sem perspectiva de vitória.