Estamos recebendo no RS mais um grupo de refugiados palestinos. Como os que há poucos dias aqui chegaram, há anos essas famílias vêm fugindo da violência. Primeiro, tiveram que deixar sua terra natal, em virtude das confrontações com os israelenses. Foram para o Iraque tentar vida nova. Veio a guerra naquele país e tiveram que se refugiar na Jordânia. Agora, vêm para o nosso meio, mais uma vez tentar vida nova.
Enquanto os recebemos aqui no estado, lá no Oriente Médio seguem as negociações entre dirigentes israelenses e palestinos visando um acordo de paz. Em gesto de boa vontade, o primeiro-ministro Ehud Olmert determinou nesta semana a libertação de um contigente de preses palestinos.
A libertação de palestinos faz parte da estratégia de dar força para o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas. Especialmente, no momento em que ele e Olmert passam a desenvolver intensas negociações com vistas à formação do tão propalado Estado Palestino. Embora as negociações, ainda persistem muitas diferenças entre os dois dirigentes.
Divergências são naturais num encontro dessa natureza. O importante é avançar nos pontos em que há consenso. Todavia, embora a boa vontade dos dois dirigentes, há um problema enorme pela frente, que é o relacionado aos palestinos que vivem na Faixa de Gaza. Esses estão sob o domínio do grupo radical Hamas. E o Hamas não participa das negociações.
Assim, não basta um acordo entre Abas e Olmert para que a paz se estabeleça. Trazer o Hamas para o âmbito da negociação é o desafio maior que eles têm pela frente.