O episódio envolvendo a morte do porta-voz das Farc Raúl Reyes está servindo para o presidente venezuelano Hugo Chávez evidenciar ainda mais o seu posicionamento totalitário, em favor da guerrilha colombiano. Chávez teve a ousadia de chamar o presidente colombiano de assassino. Mas quem são os assassinos na Colômbia senão os guerrilheiros das Farc, acostumados a matar juízes, policiais, políticos, empresários, prefeitos e muitos cidadãos comuns. Tudo praticado desde atos atentados à bomba nos grandes centros, até a invasão de pequenas cidades nos mais remotos recantos do país.
Reyes era o segundo homem das Farc e foi morto numa ação desfechada pelo exército colombiano dentre as diversas que vem realizando de combate à guerrilha. Portanto, uma ação mais do legal, em defesa do estado de direito e da cidadania. Reyes era um contraventor. Um assassino, como tantos outros integrantes das Farc. Chávez está, portanto, fazendo uma completa inversão de valores. E o que é pior, está querendo arrumar um pretexto para entrar em guerra com o seu vizinho. Chamou de volta o embaixador venezuelano em Bogotá e expulsou o embaixador colombiano em Caracas. Somente uma mentalidade insana como a de Chávez para criar a presente situação.
Os demais países da região, com destaque para o Brasil, precisam ficar alertas para uma intervenção diplomática, caso o desequilibrado presidente venezuelano leve avante suas ameaças.