Enquanto se realiza hoje mais uma prévia democrata no Mississipi, surge a pergunta: Tirar os EUA da recessão ou retirar as tropas americanas do Iraque? Qual destas será a prioridade do futuro presidente norte-americano? Se depender do republicano John McCain ou mesmo da democrata Hilary Clinton, a economia será a prioridade. Para ambos, a retirada do Iraque requer tempo. Se depender do outro candidato democrata Barack Obama, a economia também será prioridade, mas a sua solução passa por uma retirada imediata do Iraque, para estancar a maior sangria que sofre a economia americana. Afinal, são 12 bilhões de dólares por mês que são consumidos na guerra, segundo estudo do economista Joseph Stiglitz. A maior parte deste dinheiro que é queimado no Iraque, segundo Obama, poderia ser aplicado para a recuperação da economia americana. Isto, só para falar nos aspectos financeiros. Sem citar as mortes, que de soldados americanos chegou esta semana a 3.980, enquanto que a de iraquianos em geral ultrapassa 120 mil.
Se Obama conseguirá ou não colocar em prática o seu projeto dependerá, evidentemente, do resultado das eleições de novembro. E precisa antes disto passar pela prévia democrata. A primária de 22 de abril na Pensilvânia poderá ser decisiva. Hilary ganhou fôlego com suas vitórias de terça-feira passada em três das quatro primárias realizadas. Mesmo assim, segue atrás de Obama, que tem 1527 delegados, enquanto que a senadora por Nova York tem 1428. O curioso nesse processo interno do partido foi o fato de Hilary ter proposto composição com Obama, porém tendo ela como candidata a presidente. A ironia de Obama para a proposta foi marcante: “como pode alguém que está em segundo lugar oferecer a vive-presidência a quem está em primeiro?”