Londres é uma das poucas cidades do país a adotar o voto direto para prefeito. Muitas outras elegem sua Câmara de Vereadores e esses escolhem o prefeito. Este diferencial de Londres, no entanto, é recente. Foi estabelecido através de referendo em 1998. E desde então o prefeito da cidade tem sido o trabalhista, de centro-esquerda, Ken Levingstone. Agora, ele tenta o seu terceiro mandato. Vê-se, portanto, que não há limite para reeleição. E a concorrer com ele está o conservador de centro-direita Boris Johnson. Ele e mais oito candidatos. Mas na Inglaterra todas as eleições se dão basicamente entre o Partido Trabalhista e o Partido Conservador. Dos demais, o único que consegue alguma representatividade e com isto, muitas vezes, acaba se tornando o fiel da balança, é o Partido Liberal. A novidade este ano está no Partido Nacionalista Britânico, de extrema-direita, que pela primeira vez tem a possibilidade de conquistar uma das 25 cadeiras da Câmara de Vereadores de Londres.
Quanto à eleição para prefeito, é vista como um teste para o primeiro-ministro Gordon Brown, porque se Levingstone perder, haverá a busca de um culpado e muita gente irá apontar o dedo para a impopularidade do primeiro-ministro.