Com 20 soldados mortos em maio, os EUA comemoram – se é que dá para se usar o termo – o mês que assinala o menor número de mortes no Iraque, desde a invasão do país, em março de 2003. Também o número de civis mortos, 530, foi o menor. Aliás, metade do número registrado em março e em abril.
Dois fatores estariam colaborando para essa redução. O principal deles é que os sunitas, que estavam no poder ao tempo de Saddam Hussein, resolveram romper com o apoio que davam à Al Qaeda. A organização terrorista de Bin Laden, que não estava no Iraque ao tempo de Saddam, chegou lá durante a guerra. Sua estratégia sempre foi a mesma: atentados terroristas, usando carros-bomba ou homens e até mulheres bomba. A ação foi bem vinda enquanto usada como resistência contra a ocupação americana. Mas passou a ser rejeitada quando proliferou-se, incentivando as disputas entre sunitas e xiitas. Assim, na medida em que cessou o apoio a Al Qaeda, diminuiu o número de mortes.
Outro fator a colaborar para a baixa nas mortes, foi o cessar-fogo acertado entre as facções em luta. Especialmente, a milícia xiita do chamado Exército Mehdi, de clérico Muqtada Al-Sadr, sediado em Sadr City. Soma-se tudo isto ao aumento do contingente dos EUA no Iraque.
Assim, quem sabe, esteja se encaminhando o fim deste nefasto conflito iniciado há mais de cinco anos por George Bush e que já deixou mais de 200 mil civis iraquianos mortos, além de mais de 4 mil soldados americanos.