Uma recepção diferente foi preparada para a chegada do presidente George Bush em sua visita à Inglaterra. Um manifesto, assinado por 22 intelectuais e ativistas, chama Bush de “criminoso de guerra”. Dentre os intelectuais signatários está o Nobel de Literatura Harold Pinter e dentre os ativistas Bianca Jaeger, a ex-mulher do roqueiro Mick Jaeger. Os dois representam bem o heterogêneo elenco que assinou a carta.
O documento traz à tona um tema que, com o passar do tempo e a trágica rotina em que se transforma a guerra, vai ficando no esquecimento. Ou seja, a responsabilidade do presidente Bush para o que acontece hoje no Iraque, onde, segundo a ONU, tem-se mais de 200 mil civis iraquianos mortos, além de 4 mil soldados americanos mortos. Já o número de iraquianos que tiveram que abandonar suas casas e buscar refúgio em outros países passa de 2,5 milhões.
É sempre importante lembrar que George Bush fez a guerra porque o Iraque tinha armas de destruição em massa. Armas que nunca foram encontradas. O governo Bush foi incompetente até mesmo para “plantar” em território iraquiano alguma coisa que justificasse o ataque. Nem isso conseguiu. Tentou vender a idéia de que desenvolvia uma caça ao terror. Mas o terror não estava ali. Estava no Afeganistão. Era lá que estavam Bin Laden e os terroristas da Al Qaeda, os responsáveis diretos pelos nefastos ataques do 11 de setembro. Mas, o staff petroleiro, comandado pelo vice-presidente Dick Cheney e que elegeu Bush, queria o petróleo do Iraque. Então se usou a farsa das armas de destruição em massa. E como Saddam Hussein era um sanguinário que estava no poder, muita gente entendeu como legítima a ação de Bush, atacando um país e matando sua população. O que nada mais foi do que a prática do “crime de guerra” que está sendo denunciado agora.