As eleições presidenciais dos EUA costumam se dar basicamente entre dois candidatos, o representante do Partido Democrata e o representante do Partido Republicano. Embora a média de postulantes ao cargo tenha sido em torno de dez. O que ocorre é que, diferentemente do que acontece por aqui, a mídia americana não dá espaço para aqueles que não tem chances. Porém, algumas vezes, um que outro pontifica como terceira força. Como está acontecendo agora com o candidato Bob Barr do Partido Libertário.
O libertário é um partido pequeno que costuma obter menos de 5% dos votos nacionais, recebe o apoio de 7% dos eleitores que se identificam como conservadores ou muito conservadores. Entre os que se identificam como libertários, ele conquista 43% e 11% dos independentes, um grupo crucial nas eleições deste ano. Segundo as avaliações, Barr deve tirar votos do republicano John McCain. Segundo pesquisa do instituto Zogby, o democrata Barack Obama mantém a liderança desde o início da conquista da nomeação, mas com margens menores, 44% contra 38% das intenções de voto para McCain, 6% para Barr, e apenas 2% para um quarto canditado que pontifica, o independente Ralph Nader.
Embora conquiste a maioria dos votos conservadores, os votos “perdidos” para Barr e para Nader simbolizam uma das maiores preocupações da campanha de McCain. Visto como liberal por sua postura em assuntos como células-tronco e imigração, o senador por Arizona enfrenta grandes dificuldades em conseguir o apoio dos colegas da ala mais conservadora, a mesma que apoiou em massa o atual presidente George W. Bush. Ou seja, McCain tem adversários por todos os lados.