Há algum tempo que Rússia e EUA estão em rota de colisão por causa da determinação americana de instalar radar e sistemas antimísseis na Polônia e na República Tcheca. Desde ontem, no entanto, essa desavença começou a tomar contornos do período da Guerra Fria. A secretária de Estado Condoleezza Rice firmou acordo com o governo da República Tcheca para a instalação do dito sistema. Foi o suficiente para uma forte manifestação da Rússia, através do seu Ministério de Relações Exteriores, dizendo que responderá com medidas militares. “Se em frente a nossas fronteiras começar o desdobramento real do sistema estratégico de defesa antimísseis dos Estados Unidos, seremos obrigados a reagir com métodos militares e técnicos, e não diplomáticos”, afirmou o Ministério de Exteriores russo.
Os planos americanos incluem a instalação de um sistema de radar em território tcheco e de uma base de dez foguetes interceptores na Polônia. O governo americano alega que o sistema é para servir de defesa para ataques partidos de países do Oriente Médio, como Irã e Síria, ou da Ásia, como Coréia do Norte. E que não tem nada a ver com a Rússia. Diante destas colocações os russos propuseram a construção de um sistema conjunto, pois, em se tratando de países radicais, a Rússia também estaria ameaçada. E assim, com um sistema operado conjuntamente, por Washington e Moscou, não haveria problema. O problema que houve foi que a proposta foi desconsiderada pelo governo de George Bush.
E assim está se chegando a essa situação de confronto, que pode ser mais uma das nefastas heranças deixadas por aquele que as estatísticas apontam como o pior presidente da história dos EUA, o senhor George Bush.