O presidente Lula vai à Bolívia hoje, para participar com o presidente Evo Morales de uma solenidade de repasse de 230 milhões de dólares aos bolivianos, para financiar a construção de uma estrada entre Riberalta e Rurrenabaque. O financiamento está dentro do contexto que é praticado pelo governo brasileiro, ou seja, é concedido pelo BNDES, sob a condição de a obra ser realizada por empresa brasileira. É uma forma de auxiliar os países vizinhos menos favorecidos e, ao mesmo tempo, impulsionar a expansão das atividades de empresas brasileiras.
Na realidade, este tipo de financiamento deveria ser feito por um banco regional. Mas este ainda não existe. Está só no projeto do Banco do Sul, idealizado por Hugo Chávez. Aliás, Chávez, que não tem nada a ver com o financiamento ou com a obra que será construída na Bolívia, estará presente no ato a ser realizado em Riberalta. E onde está presente, Chávez costuma roubar a cena. E este é um dos temores do Itamaraty com o que possa acontecer hoje. Ainda mais agora que ele recebeu elogios dos EUA, por ter estabelecido diálogo com o embaixador americanos em Caracas Patrick Duddy.
Mas o que interesse não é a briga de beleza entre dirigentes, mas a cooperação regional. E nesse aspecto, com o poder energético que possui, a Venezuela pode dar uma boa colaboração.