O Irã ganhou uma prazo de duas semanas para apresentar o que a secretária de Estado norte-americana Condoleezza Rice considera “uma proposta séria”. Isto é o que resultou do encontro travado neste final de semana em Genebra e que marcou pela primeira vez, desde 1979, um diálogo entre um representante americano, no caso o sub-secretário de Estado William Burns e um do Irã, o negociador do programa nuclear Saeed Jalili. Fato que, aliás, marcou uma profunda mudança do governo Bush, que não aceitava negociar com o Irã.
Um pacote de incentivos econômicos foi oferecido para que o Irã interrompa seu programa de enriquecimento de urânio. A proposta foi apresentada ao Irã no mês passado por Javier Solana, em nome dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (Estados Unidos, Reino Unido, França, Rússia e China) e da Alemanha. O pacote inclui uma série de medidas para ajudar o Irã a desenvolver um programa nuclear civil. A resposta ficou para sair em duas semanas, frustrando um pouco o encontro de Genebra. Todavia, para que o Irã não frustre os proponentes, o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, alertou que o Irã enfrentará um crescente isolamento se rejeitar a oferta das potências. “O Irã tem uma clara escolha a fazer: suspender seu programa nuclear e aceitar nossa oferta de negociações ou enfrentar um crescente isolamento e uma resposta não apenas de uma nação, mas de todas as nações do mundo”, disse Brown.
Irá o Irã enfrentar esse desafio?