A expectativa é de euforia para o mercado internacional nesta quinta-feira. Afinal, o Senado dos EUA aprovou ontem à noite o pacote de ajuda que foi posto em votação. Saiu a decisão política para resolver a crise financeira. E uma decisão que visa defender os interesses do cidadão. Basta ver os pontos fundamentais que foram estabelecidos. O Congresso vai administrar a liberação dos 700 bilhões de dólares, que serão utilizados para a compra de papéis podres em poder de bancos e outras empresas em dificuldades. Os altos salários que eram pagos aos executivos e diretores de bancos deixarão de existir. O governo terá o controle sobre empresas que forem ajudadas, enquanto que a aplicação dos recursos terá a supervisão de uma comissão especial designada pelo Congresso. E ainda no esquema de proteção ao cidadão, o limite dos depósitos bancários que passam a ser garantidos pelo governo passou de 100 mil dólares para 250 mil dólares.
Como se observa, todos os aspectos que foram colocados pelos deputados que rejeitaram o acordo na reunião de segunda-feira foram agora contemplados. Com isto é possível que o acordo venha a ser aprovado também na Câmara de Representantes, onde voltará à discussão, possivelmente, nesta sexta-feira.
Assim, está praticamente estabelecida a ajuda ao sistema financeiro, mas com o absoluto controle por parte dos congressistas, ou seja, dos representantes do cidadão americano.