Barack Obama quer fazer o que George Bush não conseguiu ao longo de sete anos: caçar Bin Laden. É sabido que o líder da Al Qaeda está refugiado nas montanhas da região fronteiriça entre o Afeganistão e o Paquistão. Dali, inclusive, comanda as células terroristas da Al Qaeda que, junto com seus parceiros do Talibã, espalha o pavor pelo Afeganistão, Paquistão e Iraque. Bin Laden e suas organizações estão vivos porque George Bush deixou o Afeganistão de lado e se mudou para o Iraque. O que Obama que fazer agora é o sentido inverso. Sair do Iraque e voltar para o Afeganistão. Para isto, quer contar com um aliado impensável na região, o Irã, dos aiatolás e de Mahomoud Ahmadinejad. Obama quer do seu lado o país que Bush arrolou no eixo do mal. E o presidente eleito sabe que pode contar com esta aliança, porque o Irã apoiou, em 2001, a invasão do Afeganistão. Porque o Talibã também é seu inimigo. Como Obama já anunciou que está disposto a conversar com Ahmadinejad sem pré-condições, quem sabe consiga este apoio fundamental. Porque, convenhamos, se Obama iniciar o seu governo capturando Bin Laden, já estará consagrado.