O governo do Paraguai chamou o embaixador do Brasil em Assunção, Eduardo dos Santos, para pedir explicações pelo que diz ser violações aos seu território. Um documento assinado pelo chanceler Alejandro Hamed Franco e pelo ministro da Defesa Luis Barreiro Spaini, e emitido à opinião pública paraguaia, acusa o Brasilde “ prática e atitude recorrente de confrontação e provocação”.
Tudo estaria relacionado a fato ocorrido na quarta-feira, quando policiais da cidade paraguaia de Canindeyú disseram ter localizado aproximadamente 30 soldados brasileiros da 17ª Brigada de Cavalaria Mecanizada, dois blindados e duas caminhonetes do exército em uma área 30 metros dentro do território paraguaio. Quando foi advertido sobre o fato, o capitão Pedro Porto, que comandava o grupo, desculpou-se e disse que entrara na parte paraguaia por desconhecimento do ponto de limite da fronteira. Desculpou-se retirou seus homens.
Mesmo assim, o governo paraguaio considerou “uma grave agressão” e fez todo um espetáculo para a imprensa.
O Itamarati definiu bem a história: “trata-se de um apelo nacionalista dos paraguaios”.