O nosso Mercosul tem se caracterizado por avanços e recuos. E hoje nós estamos diante de mais dois fatos que assinalam esses contrates. O avanço, fica por conta da reunião de ministros da Economia dos países da região, realizada em Quito. Nesse encontro, os representantes de Brasil, Argentina, Paraguai, Venezuela e Bolívia concordaram com a criação do chamado Banco do Sul, ou seja, o banco de fomento do Mercosul. Trata-se de um banco de fomento, mas que será estruturado aos poucos. Até porque, ninguém na região tem dinheiro para bancar sua constituição plena. Vai funcionar como o embrião de um Banco do Mercosul e de uma moeda única para a América Latina. O que, evidentemente, não será alcançado antes de 2010. Mas, os primeiros passos estão sendo dados.
O retrocesso ficar por conta das relações do Brasil com a Bolívia. O governo brasileiro, que já fez muitas concessões a Evo Morales, decidiu que agora irá endurecer com o vizinho. E o fato é evidente. A Petrobrás comprou, em 1999, duas refinarias, em estado caótico, uma em Cochabamba e outra em Santa Cruz, por 100 milhões de dólares. Renovou-as, implantou tecnologia e passou a abastecer 90% do mercado interno de derivados de petróleo. Agora, Evo Morales desapropria as refinarias e quer pagar apenas 60 milhões de dólares por elas.
Como se vê, não há outra alternativa que não seja o endurecimento com Morales.