Na medida em que vão melhorando as condições de segurança no Iraque, as empresas petroleiras estão retornando àquele país. As últimas ações do presidente Barack Obama, determinando a passagem do controle da segurança para as forças iraquianas, têm ajudado a implementar esse movimento. A Shell, por exemplo, através do seu executivo mais graduado, Hanter Gasser, está negociando em Basra uma parceria com os iraquianos para o aproveitamento comercial do gás que é desperdiçado durante a produção do petróleo. A avaliação da Shell é de que o Iraque queima gás que seria suficiente para suprir de energia dois países do tamanho da Jordânia. Por aí pode-se dimensionar o ganho que pode haver com este aproveitamento.
Mas a Shell é apenas uma das cerca de 30 petroleiras que estão buscando abrir negociações com o governo de Bagdá, com vistas a conseguir concessões. O Iraque está produzindo hoje 2,5 milhões de barris/dia de petróleo. O mesmo que produzia antes da guerra. Porém, há sete campos, com reservas estimadas em 44 bilhões de barris, ou seja, mais de um terço das reservas totais do país, que podem ser aproveitados. Como o governo iraquiano já traçou a meta de produzir 6 milhões de barris/dia dentro de cinco ou seis anos, as perspectivas que se abrem para as petroleiras são enormes.
Com um diferencial: petroleiras de qualquer parte do mundo. Porque, quando Bush fez a guerra, pretendia fazer uma reserva de domínio para as americanas que lhe deram sustentação na campanha eleitoral.