Quando se pergunta a um cubano como ficará a situação do país após a morte de Fidel Castro, a resposta é sempre igual: como até agora não se alterou nada, já tendo decorrido meio ano do afastamento do Comandante, seguramente, que tudo continuará igual. Os cubanos acham que a situação do país está bem assim e que tudo deve continuar como está. Muito embora os 10 pesos que o trabalhador recebe ao final do mês como salário, não dê sequer para comprar uma camisa nova.
A doutrinação imposta dia a dia pela revolução adormeceu o cidadão comum. Ele sabe tudo sobre a história do país, especialmente, sobre o período revolucionário, mas não sabe nada sobre o que acontece fora da ilha. Em Havana não se encontra uma banda de jornais ou revistas. Existe muitas livrarias, mas todas carregadas com os livros sobre doutrinação revolucionária. São múltiplas publicações de Fidel Castro, Che Guevara, Camilo Cienfuegos, etc. Vai até Karl Marx. Mas tudo dentro da linha específica do comunismo. A educação, desde os primeiros anos, é voltada para os preceitos revolucionários.
Aliás, educação é um dos grandes orgulhos do governo cubano. Afirma que 80% dos jovens estão na universidade. Mas, de que vale ter o diploma universitário, se o engenheiro, o advogado ou o dentista vão ganhar o mesmo que o encanador, o funileiro ou qualquer funcionário sem qualificação? Afinal, a revolução não só prega como pratica a igualdade salarial. E quem acaba ganhando mais no país? o garçon, o taxista e outros que prestam serviços aos turistas. Simplesmente, porque esses ganham o salário como os outros e mais a gorgeta, que no somatório do mês supera em muito o salário.