Esta quinta-feira, dia 15, é a data limite estabelecida por Manuel Zelaya para voltar ao governo de Honduras com a garantia da realização das eleições programadas para 29 de novembro. O dia ainda não findou, Honduras ainda duas horas a mais do que nós, porém este desejo de Zelaya não se concretizará. Já há dois dias que tem-se a informação de que os negociações já avançaram 90% no caminho do acordo. Mas estes 10% que faltam se constituem na questão crucial, pois envolve a volta de Zelaya à presidência, o que é fortemente contestado pelos atuais ocupantes do poder. Todavia, a proposta feita pelo presidente em exercício Roberto Micheletti, de renunciar ao cargo, parece estar sendo bem aceita. Ele propôs não só a sua renúncia, como também as dos presidentes do Congresso e da Suprema Corte, formando-se um colegiado para dirigir o país até a posse do presidente a ser eleito em novembro. Zelaya poderia apostar na possibilidade desse colegiado lhe restituir o cargo. Mas tudo ainda é muito vago,embora todos insistam que a solução está perto.
AVANÇO
As partes em disputa em Honduras já chegaram a um acordo em 90% dos pontos que estão em discussão, segundo informe emitido após a reunião de ontem. No entanto, no ponto de discórdia está difícil de haver um consenso. Este ponto envolve a volta de Manuel Zelaya à presidência. O atual presidente Roberto Micheletti diz concordar com a volta de Zelaya somente depois das eleições, marcadas para 29 de novembro. Zelaya havia condicionado o seu retorno até esta quinta-feira, dia 15, para que pudesse ser realizada a eleição. Segundo os informes emitidos depois da reunião de ontem, Zelaya já estaria aceitando a hipótese de voltar depois das eleições. Ao mesmo tempo, surge uma outra proposta partida do atual presidente Roberto Micheletti. Este estaria disposto a renunciar, juntamente com os presidentes da Suprema Corte e do Congresso, para a formação de um governo de coalizão, porém, sem contar com a presença de Zelaya. Seria formado um conselho de ministros para comandar o país. Isto significaria uma saída honrosa para Micheletti, mas não para Zelaya. E, como tal, permanece o impasse. No entanto, o chefe das Forças Armadas de Honduras, o general Romeo Vázquez, afirmou nesta quarta-feira que está perto do fim a crise política gerada pelo golpe de Estado que, em 28 de junho, tirou do poder o presidente Manuel Zelaya. Ele disse que uma crise tem início, meio e fim. E que este fim está próximo. É o que todos querem.