A partir de hoje entra em vigor na Venezuela o racionamento de água e de luz. Caracas ficará sem água durante 48 horas a cada semana. E começa também o programa de contenção no fornecimento de energia, visando reduzir em 20% o consumo. O racionamento pode se estender até maio ou junho de 2010. O banho, segundo os ensinamentos do grande líder bolivariano Hugo Chávez, não deve durar mais do que três minutos. E ele explicou didaticamente na televisão. Um minuto para se molhar, um para se ensaboar e o terceiro para se enxaguar. Isto acontece num país que tem reservas de petróleo que o presidente diz serem maiores que as da Arábia Saudita. E tem também um dos maiores sistemas fluviais da América do Sul.
Mas, então, qual é o problema. Um deles, é que está havendo uma estiagem e, como tal, os níveis dos rios que alimentam as hidrelétricas baixaram. Mas isto era previsível. O problema é que há muito não há investimentos na geração de energia e na distribuição de água. O dinheiro do petróleo acaba sendo usado para Chávez fazer o seu proselitismo e para ajudar os seus parceiros, governantes de Cuba, da Bolívia, Nicarágua. Etc. Em suma, houve aumento da demanda, decorrente do crescimento demográfico e do aumento do consumo, enquanto que a ausência de investimentos faz com que a oferta hoje seja menor do que há dez anos. Esta é a administração de Chávez.