O acordo militar assinado na sexta-feira entre EUA e Colômbia segue tendo a contestação dos bolivarianos da região, o que não é novidade. Pelo acordo, os EUA terão à sua disposição sete bases em território colombiano, sendo que a principal é a de Palanquero, no centro do país, que receberá um investimento americano de 46 milhões de dólares. Com isto, os EUA superam com vantagem a perda que haviam tido, com a decisão do governo de Rafael Correa de não renovar a concessão de uma base que os americanos tinham no Equador.
De acordo com documento do Pentágono, submetido ao Congresso, os EUA ampliam a sua mobilidade e consideram estar aproveitando uma oportunidade única de obter acesso e presença regional a um custo mínimo, numa área sob ameaças constantes, entre elas as vindas de governos antiamericanos como o do venezuelano Hugo Chávez. O teor do documento deixa claro que o uso das bases não será só para atender problemas domésticos colombianos, como estavam tentando fazer crer os governos de Washington e de Bogotá. E seria ingênuo imaginar que a intenção não fosse de uso mais amplo. Afinal, Hugo Chávez está se armando, comprando armamentos da Rússia, e formando até milícias populares. E nos últimos dias tem crescido os incidentes de fronteira entre Colômbia e Venezuela. Assim é que esse acordo Colômbia-EUA pode servir como um fator dissuasivo para Chávez.