Os palestinos estão apelando para o apoio da União Européia à sua pretensão de declarar perante o Conselho de Segurança da ONU a independência unilateral do Estado da Palestina. Esta intenção está tomando corpo depois que as negociações com o governo de Israel estancaram. E se complicaram mais pelo fato de Israel seguir com sua política de assentamentos na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental. Os palestinos reivindicam que o seu Estado reúna os territórios da Cisjordânia e faixa de Gaza, conforme a fronteira anterior à Guerra dos Seis Dias (1967), com capital em Jerusalém Oriental. Na realidade, hoje a maior parte da Cisjordânia já funciona como um país independente. Está isolada por um muro construído por Israel e há todo um controle de fronteira. As cidades da Cisjordânia tem polícia e administração próprias. Assim é que, a declaração de independência virá legitimar algo que já existe. Só que, ficarão pendentes questões que hoje não estão resolvidas, como os assentamentos judaicos em territórios palestinos, o avanço de Israel sobre determinadas áreas da Cisjordânia, e o status de Jerusalém. Este último é o mais complicado. Em 1981, Israel declarou Jerusalém a sua capital indivisível. Os assentamentos judaicos na parte Oriental, a Jerusalém antiga, de predominância árabe, fazem parte desta estratégia.
Assim é que os palestinos até poderão constituir o seu país e ganhar o respaldo da comunidade internacional, o que será uma grande conquista, mas Jerusalém Israel não irá entregar.