A passagem por aqui por Porto Alegre do presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, mereceu uma pergunta direta: por que a intenção de incluir o Brasil como mediador do Oriente Médio, tendo em vista que nosso país não tem conseguido sequer mediar os conflitos regionais. A resposta veio para o exemplo que o Brasil representa para os povos de todo o mundo: aqui árabes e judeus convivem pacificamente, assim como representantes de tantas outras raças e credos religiosos; o Brasil é uma democracia consolidada; é um país continental e não tem problemas com seus vizinhos. Ou seja, o Brasil tem tudo que está faltando no Oriente Médio. Soma-se ainda, segundo falou o presidente da Confederação Palestina para América Latina e Caribe, Hanna Safieh, o Brasil é um país emergente no cenário internacional, sobressaindo-se por sua força econômica e política. E como os palestinos já estão cansados de apelar para as potências tradicionais, sem conseguir resolver o seu problema, resolveram apelar para os emergentes, como Brasil, Índia e China, que passarão a ser convidados a se tornarem atores mais presentes na busca de uma solução pacífica para o conflito do Oriente Médio. É o momento, portanto, de o presidente Lula entrar em cena com o seu poder de persuasão.
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