Diante da decisão do presidente Barack Obama de mandar mais 30 mil soldados para o Afeganistão, já estão surgindo comparações dele com George Bush. A Folha, por exemplo, está publicando hoje um artigo cujo título é “A guerra de George W. Obama”, sugerindo que o atual presidente se deixou influenciar pelas ações bélicas de seu antecessor e deixou de lado a sua veia diplomática, que tanto preconizou durante a campanha. Pois é preciso resgatar a campanha para lembrar que Obama não mudou de posição. Ele sempre se manifestou contra a guerra do Iraque e a favor da guerra no Afeganistão. E por que? Por aquelas questões que já falei tantas vezes, mas nunca é demais repetir. A guerra no Afeganistão era plenamente justificável. Era lá que estavam Bin Laden e seus asseclas da Al Qaeda, assimn como o nefasto regime do Talibã,que lhes dava guarida. Então, era preciso atacá-los. O que foi feito por Bush. Só que, ele não tinha terminado o serviço no Afeganistão e resolveu se voltar para o Iraque, atendendo a pressão das organizações que lhe davam apoio: do petróleo, da construção, as armas, etc. Assim, criou-se uma história de armas de destruição em massa de Saddam Hussein e fez-se a guerra. Com base numa mentira. Resultado: os EUA se afundaram no Iraque e os terroristas parcialmente derrotados no Afeganistão começaram a se reestruturar, ameaçando voltar ao poder. É por isto que Obama deixou claro durante a campanha que pretendia sair do Iraque e se voltar para o Afeganistão. Que é o que está fazendo agora. Sem ter nada a ver com Bush.