A partir de hoje e até o dia 18 as atenções do mundo se voltam para Copenhague, que estará sediando a 15ª Conferência das Nações Unidas sobre o clima. Os representantes de 193 países deverão definir como a humanidade combaterá o seu maior desafio coletivo, o aquecimento global. O encontro esquentou pela decisão de participar tomada pelos dois maiores poluidores do mundo, EUA e China. Dois países que apostaram nos combustíveis fósseis, petréleo e carvão, principais responsáveis pelo aumento da temperatura do planeta.
O economista Gilberto Dupas, que é presidente do Instituto de Estudos Econômicos e Internacionais e autor do livro “O Mito do Progresso”escreveu um artigo começa com o título “O Mundo começou e acabará sem o homem”. Vamos aos dados: “a queima de petróleo, carvão e gás elevou a concentração de CO2 – dióxido de Carbono – na atmosfera de 280 partes por milhão em 1860, para 365 ppm em 1990. É provável que atinja 700 ppm em 2100. Assim, os solos ficarão mais secos e as fortes estiagens serão em maior número e intensidade. A temperatura média global pode subir até 6°C nos próximos 100 anos. O gelo polar derreterá e poderá elevar o nível dos oceanos em 94cm, o que exigiria a remoção de mais de 90 milhões de pessoas.”
É claro que esses dados são catastróficos, mas servem para exigir uma tomada de posição. Um relatório da ONU diz que há dinheiro e tecnologia para frear o aquecimento. O relatório mostra que é preciso deixar os combustíveis fósseis – entenda-se petróleo e carvão – e partir para fontes renováveis, como etanol e outros produtos que geram a bioenergia. Isto, no entanto, passa por uma decisão política e econômica.