A Agência France Presse conseguiu uma cópia do rascunho do acordo final da Conferência das Nações Unidas sobre o Clima que se realiza em Copenhague. Segundo as informações, o documento propõe a limitação da alta da temperatura do planeta a entre 1,5 ºC a 2 ºC. O texto também propõe três possíveis alvos para a redução global de emissões de carbono até 2050 em relação aos níveis de 1990: por 50%, 80% e 95%.
“As partes devem cooperar para evitar uma mudança climática perigosa […], reconhecendo que a alta da temperatura média global em relação aos níveis pré-industriais não deve superar” essas temperaturas, afirma o documento, de sete páginas, divulgado nesta sexta-feira às 8h30 locais, e que será utilizado a partir de agora como base das negociações.
A limitação a 1,5 ºC é proposta pelos pequenos Estados insulares e por vários países africanos gravemente ameaçados pelo aquecimento global. A outra proposta, de uma limitação do aumento da temperatura a 2 ºC, é defendida tanto pelos países ricos como pelos grandes emergentes, incluindo Brasil, China e Índia.
Quanto às possibilidades de metas de corte de emissões, países industrializados favorecem a meta de 50%. Grandes economias emergentes como a China insistem que deve ficar claro que os países ricos vão assumir a quase totalidade do corte.
Entre os países ricos o destaque fica para os EUA, cujo atual presidente Barack Obama assume uma posição totalmente diferente da do seu antecessor, George Bush, que se negou assinar o protocolo de Kyoto. Do alto de sua ignorância, Bush declarou solenemente que não iria tomar medidas que prejudicassem a economia dos EUA e que fizessem os americanos perder empregos. Ou seja, deixou implícito que continuar a poluir o planeta pode! E também deixou implícito sua incapacidade de procurar gerar outras fontes alternativas de energia, para a economia continuar crescendo e os americanos não perderem o emprego. Só que, não se pode esquecer, Bush foi eleito com os recursos das empresas do petróleo. Fez até a guerra do Iraque em seu nome. Então, não iria tomar medidas que prejudicassem os interesses dessas empresas. Mesmo que o seu país continuasse a ser o maior destruidor do planeta. Felizmente George Bush foi embora e veio Barack Obama. O planeta agradece.