(Artigo publicado no Correio do Povo de domingo, 13/12/2009)
Depois de tantas notícias desalentadoras, a ONU mostra que o mundo pode frear o aquecimento global. Há tecnologia e dinheiro necessários para tal, segundo o organismo. É preciso saber, no entanto, se existe vontade política. E isto é o que se espera resulte da conferência que se realiza em Copenhague. A julgar pela posição dos dois maiores poluidores do planeta, EUA e China, essa vontade passou a existir.
O relatório da ONU mostra que é preciso deixar os combustíveis fósseis – entenda-se petróleo e carvão – e partir para fontes renováveis, como etanol e outros produtos que geram a bioenergia. EUA e China vinham sendo contra as medidas, que podem evitar o aumento de dois graus na temperatura média da Terra. Ao decidirem participar da atual conferência, deixaram implícito que podem mudar suas posições. É ver para crer. Especialmente por parte da China, cuja maior parte da energia utilizada provém do carvão. Aliás, a tecnologia chinesa está sendo posta à prova aqui no nosso estado, mais especificamente na Usina de Candiota. Segundo os técnicos chineses, sem poluição. Também é ver para creer.
Quanto aos EUA, o atual presidente Barack Obama assume uma posição totalmente diferente da do seu antecessor, George Bush, que se negou assinar o protocolo de Kyoto. Do alto de sua ignorância, Bush declarou solenemente que não iria tomar medidas que prejudicassem a economia dos EUA e que fizessem os americanos perder empregos. Ou seja, deixou implítico que continuar a poluir o planeta pode! E também deixou implícito sua incapacidade de procurar gerar outras fontes alternativas de energia, para a economia continuar crescendo e os americanos não perderem o emprego. Só que, não se pode esquecer, Bush foi eleito com os recursos das empresas do petróleo. Fez até a guerra do Iraque em nome das mesmas. Então, não iria tomar medidas que prejudicassem os interesses dessas empresas. Mesmo que o seu país continuasse a ser o maior destruidor do planeta. Felizmente George Bush foi embora e veio Barack Obama. O planeta agradece.
Referendando suas promessas de campanha, em novembro passado, Obama falou aos participantes da Cúpula bipartidária de Clima Global, evento realizado na Califórnia, afirmando que a mudança climática e a dependência externa por petróleo, se não forem revertidas, vão enfraquecer cada vez mais a economia e ameaçar a segurança nacional. E anunciou que o governo iria colocar metas anuais para reduzir emissão de gases, até o ano de 2020, aos níveis dos anos 90. Outra projeto será investir US$ 15 bilhões por ano em ações junto à iniciativa privada para implantar o uso de energia limpa. Entre os principais tecnologias estão energia solar, eólica e biocombustíveis. Obama também afirmou que a energia nuclear será colocada de lado enquanto sua segurança não for comprovada.
Bem, o mundo espera que isto não fique apenas na promessa. Até porque, o carro-chefeda economia do mundo tem a maior responsabilidade sobre o tema. Agora, há um alento para acreditar em Obama: um ex-vice-presidente democrata, Al Gore, ganhou o Nobel da Paz justamente por sua luta em defesa do ambiente.
Salvação do planeta passa pelos EUA
Jurandir Soares
Depois de tantas notícias desalentadoras, a ONU mostra que o mundo pode frear o aquecimento global. Há tecnologia e dinheiro necessários para tal, segundo o organismo. É preciso saber, no entanto, se existe vontade política. E isto é o que se espera resulte da conferência que se realiza em Copenhague. A julgar pela posição dos dois maiores poluidores do planeta, EUA e China, essa vontade passou a existir.
O relatório da ONU mostra que é preciso deixar os combustíveis fósseis – entenda-se petróleo e carvão – e partir para fontes renováveis, como etanol e outros produtos que geram a bioenergia. EUA e China vinham sendo contra as medidas, que podem evitar o aumento de dois graus na temperatura média da Terra. Ao decidirem participar da atual conferência, deixaram implícito que podem mudar suas posições. É ver para crer. Especialmente por parte da China, cuja maior parte da energia utilizada provém do carvão. Aliás, a tecnologia chinesa está sendo posta à prova aqui no nosso estado, mais especificamente na Usina de Candiota. Segundo os técnicos chineses, sem poluição. Também é ver para creer.
Quanto aos EUA, o atual presidente Barack Obama assume uma posição totalmente diferente da do seu antecessor, George Bush, que se negou assinar o protocolo de Kyoto. Do alto de sua ignorância, Bush declarou solenemente que não iria tomar medidas que prejudicassem a economia dos EUA e que fizessem os americanos perder empregos. Ou seja, deixou implítico que continuar a poluir o planeta pode! E também deixou implícito sua incapacidade de procurar gerar outras fontes alternativas de energia, para a economia continuar crescendo e os americanos não perderem o emprego. Só que, não se pode esquecer, Bush foi eleito com os recursos das empresas do petróleo. Fez até a guerra do Iraque em nome das mesmas. Então, não iria tomar medidas que prejudicassem os interesses dessas empresas. Mesmo que o seu país continuasse a ser o maior destruidor do planeta. Felizmente George Bush foi embora e veio Barack Obama. O planeta agradece.
Referendando suas promessas de campanha, em novembro passado, Obama falou aos participantes da Cúpula bipartidária de Clima Global, evento realizado na Califórnia, afirmando que a mudança climática e a dependência externa por petróleo, se não forem revertidas, vão enfraquecer cada vez mais a economia e ameaçar a segurança nacional. E anunciou que o governo iria colocar metas anuais para reduzir emissão de gases, até o ano de 2020, aos níveis dos anos 90. Outra projeto será investir US$ 15 bilhões por ano em ações junto à iniciativa privada para implantar o uso de energia limpa. Entre os principais tecnologias estão energia solar, eólica e biocombustíveis. Obama também afirmou que a energia nuclear será colocada de lado enquanto sua segurança não for comprovada.
Bem, o mundo espera que isto não fique apenas na promessa. Até porque, o carro-chefeda economia do mundo tem a maior responsabilidade sobre o tema. Agora, há um alento para acreditar em Obama: um ex-vice-presidente democrata, Al Gore, ganhou o Nobel da Paz justamente por sua luta em defesa do ambiente.
Salvação do planeta passa pelos EUA
Jurandir Soares
Depois de tantas notícias desalentadoras, a ONU mostra que o mundo pode frear o aquecimento global. Há tecnologia e dinheiro necessários para tal, segundo o organismo. É preciso saber, no entanto, se existe vontade política. E isto é o que se espera resulte da conferência que se realiza em Copenhague. A julgar pela posição dos dois maiores poluidores do planeta, EUA e China, essa vontade passou a existir.
O relatório da ONU mostra que é preciso deixar os combustíveis fósseis – entenda-se petróleo e carvão – e partir para fontes renováveis, como etanol e outros produtos que geram a bioenergia. EUA e China vinham sendo contra as medidas, que podem evitar o aumento de dois graus na temperatura média da Terra. Ao decidirem participar da atual conferência, deixaram implícito que podem mudar suas posições. É ver para crer. Especialmente por parte da China, cuja maior parte da energia utilizada provém do carvão. Aliás, a tecnologia chinesa está sendo posta à prova aqui no nosso estado, mais especificamente na Usina de Candiota. Segundo os técnicos chineses, sem poluição. Também é ver para creer.
Quanto aos EUA, o atual presidente Barack Obama assume uma posição totalmente diferente da do seu antecessor, George Bush, que se negou assinar o protocolo de Kyoto. Do alto de sua ignorância, Bush declarou solenemente que não iria tomar medidas que prejudicassem a economia dos EUA e que fizessem os americanos perder empregos. Ou seja, deixou implítico que continuar a poluir o planeta pode! E também deixou implícito sua incapacidade de procurar gerar outras fontes alternativas de energia, para a economia continuar crescendo e os americanos não perderem o emprego. Só que, não se pode esquecer, Bush foi eleito com os recursos das empresas do petróleo. Fez até a guerra do Iraque em nome das mesmas. Então, não iria tomar medidas que prejudicassem os interesses dessas empresas. Mesmo que o seu país continuasse a ser o maior destruidor do planeta. Felizmente George Bush foi embora e veio Barack Obama. O planeta agradece.
Referendando suas promessas de campanha, em novembro passado, Obama falou aos participantes da Cúpula bipartidária de Clima Global, evento realizado na Califórnia, afirmando que a mudança climática e a dependência externa por petróleo, se não forem revertidas, vão enfraquecer cada vez mais a economia e ameaçar a segurança nacional. E anunciou que o governo iria colocar metas anuais para reduzir emissão de gases, até o ano de 2020, aos níveis dos anos 90. Outra projeto será investir US$ 15 bilhões por ano em ações junto à iniciativa privada para implantar o uso de energia limpa. Entre os principais tecnologias estão energia solar, eólica e biocombustíveis. Obama também afirmou que a energia nuclear será colocada de lado enquanto sua segurança não for comprovada.
Bem, o mundo espera que isto não fique apenas na promessa. Até porque, o carro-chefeda economia do mundo tem a maior responsabilidade sobre o tema. Agora, há um alento para acreditar em Obama: um ex-vice-presidente democrata, Al Gore, ganhou o Nobel da Paz justamente por sua luta em defesa do ambiente.