Quando George Bush estava na presidência dos EUA, Hugo Chávez tinha alguém sempre de plantão para poder fazer suas bravatas anti-imperialistas. Afinal, o radical de direita e medíocre presidente americano dava combustível para o radical de esquerda e medíocre presidente da Venezuela. Depois que Bush saiu Chávez ficou à deriva. Não tinha quem atacar, até porque o novo presidente americano Barack Obama veio com um discurso de conciliação. Porém, na na falta de tu vai tu mesmo. Como não há um radical da direita de plantaão, Chávez e seus seguidores da ridícula Alba resolveram atacar Obama. “São óbvias as intenções do império, agora sob o sorriso amável e o rosto afro-americano”, foi o que constou da declaração dos países da Aliança Bolivariana para as Américas, reunidos em Havana.
O problema das ações de Chávez é que elas estão passando do ridículo para o perigoso. Ele está criando um clima de medo entre a Justiça da Venezuela. Três observadores da ONU, entre os quais uma brasileiro, constataram que a juíza María Lourdes Afiuni foi detida pela polícia venezuelana no dia 10, um dia depois de ter determinado a libertação condicional do político oposicionista Eligio Cedeño. “Represálias por exercer suas funções constitucionalmente garantidas e a criação de um clima de medo entre profissionais do Judiciário e advogados não servem a nenhum propósito senão abalar o estado de direito e obstruir a justiça”, disseram os relatores em nota divulgada pela ONU em Genebra.
Assim, para abafar esses ataques internos às liberdades e ao processo democrática, Chávez faz cena com os infundados ataques a Obama.