O frustrado atentado ao avião da Northwest Airlynes, que fazia a rota Amsterdã-Detroit, trouxe à tona o largo espaço de atuação da rede terrorista Al Qaeda. Esse espaço se estende do Afeganistão, passa por Paquistão, Iraque, chega até o Iêmen, na Península Arábica e cruza o Mar Vermelho para o Chifre da África. A ação no Iêmen se intensificou na medica em que aumentou a ação de caça à organização no Afeganistão e no Paquistão. O território iemenita passou a ser usado, fundamentalmente, para o treinamento dos militantes da organização liderada por Bin Laden. Treinamento que inclui a doutrinação, com a lavagem cerebral que convence os militantes a sacrificar a vida ao praticar um atentado. Aliás, foi este aspecto que criou um diferencial na ação dos grupos terroristas. Antes, os praticantes das ações sabiam que corriam risco, mas procuravam sair com vida das operações. Hoje não. O militante sabe que vai morrer junto com suas vítimas. E justo por isto, procura fazer o maior número possível de vítimas. Isto faz com que uma pessoa, isoladamente, possa fazer um enorme estrado. É o que teria feito o nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab se o artefato que tentou detonar não tivesse falhado. Seriam, além dele, mais 289 mortos.
É por estes e outros aspectos que a luta contra o terrorismo se torna muito difícil. Mas uma coisa os EUA já aprenderam. Para combater o terror não devem invadir um país. Devem é dar ajuda aos locais que combatem os terroristas. Senão entram em enrascadas de onde não conseguem sair, como no Afeganistão e no Iraque.
INOVAÇÃO
Feitas as reflexões a respeito do frustrado atentado ao avião da Northwest Airlaynes, que fazia a rota Amsterdã-Detroit, estabeleceu-se uma discussão sobre o uso ou não do scanner nos aeroportos. Duas objeções são feitas ao aparelho por alguns setores. Uma quanto à privacidade e outra quanto a malefícios para a saúde. Para países como França, Reino Unido, Itália e Holanda entre outros, o aparelho não deixa dúvidas. É necessário e não atenta contra à privacidade ou à saúde. Isto porque, o corpo da pessoa não é visto de forma clara, aparecendo apenas a silhueta, de formas a mostrar se está ou não portando algum objeto. Esta verificação é feita através de ondas de rádio ou de raio-x – e aí vem a reclamação da saúde – mas que são de baixa intensidade. Há ainda a questão do tempo de revista, que é para ser de 10 a 40 segundos.
O fato é que se trata de mais um obstáculo para o viajante, porém, se trata igualmente, em fator fundamental para dar segurança ao voo desse viajante. Ainda mais diante do aumento da audácia e do fanatismo dos que praticam o terror. Basta ver o ocorrido esta semana em uma base dos EUA no Afeganistão.
Um médico, que disse que iria fornecer informações sobre a Al Qaeda, explodiu-se, levando junto oito americanos. Então, com o terror, todo o cuidado é pouco.