Al Gore, que perdera na Justiça as eleições americanas para George Bush, em 2000, acaba de ganhar o Prêmio Nobel da Paz, pelos “esforços destinados a disseminar o conhecimento sobre as mudanças climáticas provocadas pelo homem e por estabelecer as bases para revertê-las. A conquista de Gore, que foi dividida com o Painel Intergovernamental sobre Mudança Clímática, serve de mais um contundente alerta para a humanidade para a busca de uma reversão na destruição do planeta, enquanto ainda há tempo.
Este tempo, no entanto, não pode ser desperdiçado. Lembro que acompanhei a Rio-Eco-92 e ali já haviam sido estabelecidas as bases para o que se chamou então de “a faxina do planeta”. Mas nada foi feito desde então. O próprio conterrâneo de Gore, George Bush, é um dos que mais tem contrubuido para a destruição do planeta e não quis sequer assinar o Protocolo de Kyoto. E agora, enquanto Gore era agraciado em Oslo com o mais importante prêmio destinado à luta pela paz, Bush mandava a sua secretária de Estado Condoleezza Rice a Moscou, para dizer aos russos que ele não abre mão de seu projeto de um sistema de mísseis na Polônia e na República Tcheca.
Por aí se pode dimensionar a diferença que é um democrata ou um republicano governando os EUA.