O vice-presidente dos EUA Joe Biden anunciou a confirmação da data de julho de 2011 para a retirada das tropas dos EUA do Afeganistão. Isto significa que o país teria um ano para concluir um trabalho que se estende ao longo de nove anos, sem solução. Para deixar o Afeganistão, os EUA precisariam, primeiramente, ter acabado com a Al Qaeda e com o Talibã. Ambos, no entanto, continuam cada vez mais atuantes. E não só no Afeganistão, onde se encontravam originalmente, como também no Iraque e no Paquistão. Aliás, a fronteira entre o Afeganistão e o Paquistão, na região chamada de Waziristão, se transformou na base de operações e treinamento daqueles dois grupos guerrilheiros. Não é sem razão que a secretária de Estado Hilary Clinton se encontra no Paquistão, onde anunciou um programa de ajuda de 500 milhões de dólares e onde também pediu a colaboração do país, de maneira mais efetivo, para o combate ao terrorismo. É o esforço concentrado para tentar reverter a situação e cumprir a promessa de retirada na data prevista. No entanto, o que se percebe é que até pode haver a retirada, mas sem dar a estabilidade que os EUA pretendiam dar para a região.