Um grande debate está sendo travado na Argentina em torno da lei de Serviços Audiovisiuais, que é popularmente chamada como lei de Mídia. A presidente Cristina Kirchner conseguiu aprová-la no Congresso, porém, a mesma já está sendo objeto de interpelação judicial. A lei limita, que objetiva evitar o monopólio, limita a dez as concessões de rádio e TV por empresa. Veta a propriedade simultânea de TV aberta e TV a cabo, e cria teto de 35% dos assinantes por operador de TV a cabo.
O choque maior da presidente está se dando com o grupo Clarín, que é o maior conglomerado de mídia da Argentina. A vigor a nova lei, o grupo terá que se desfazer de boa parte de seus negócios. Para manter seus negócios, o Clarín está invocando o direito à propriedade privada. Já para buscar retirar parte dos negócios do grupo, o governo alega que os empresários de mídia não podem alegar direitos adquiridos nem tampouco propriedade, porque o que eles tem são concessões. O assunto já foi parar na Suprema Corte de Justiça, em vista do pedido formulado pelo governador da província de San Luis, Alberto Rodriguez Saá, para que declare a lei inconstitucional. Como se observa, a batalha vai longe.