O dia de hoje, 02 de abril, assinala os 25 anos de uma das mais desastradas ações militares já realizadas na região: a invasão das ilhas Falkland ou Malvinas pela Argentina. O ato foi desencadeado por uma junta militar que então governava o país sob a liderança do general Leopoldo Galtieri. Essa junta governativa estava desgastada por seis anos de regime repressivo, com 30 mil mortos ou desaparecidos e uma situação econômica que afundava. Para tentar permanecer no poder, apelou para um fator de união nacional: a aspiração Argentina sobre as ilhas Malvinas. O fato, como logo se comprovou, teve a maciça aprovação do povo argentino.
A junta não dimensionou, no entanto, o poder bélico da Argentina frente à Grã-Bretanha e nem tampouco a reação dos EUA. Vivendo uma época de Guerra Fria, ou seja, de permanente estado de tensão com a então União Soviética, os EUA não iriam deixar desamparado um parceiro da importância da Grã-Bretanha.
Diante da recusa Argentina em se retirar do arquipélago, o que se viu nos dias que se seguiram até 14 de junho foi o trágico resultado de 649 soldados argentinos e 255 soldados britânicos mortos, além de sete navios afundados e uma centena de caças bombardeios e helicópteros destruídos. E uma fragorosa derrota Argentina.
O que resultou de positivo para a Argentina foi a queda da junta militar e a restauração da democracia. Pois agora, em plena democracia, o governo Kirchner tenta se valer do episódio para o seu proselitismo eleitoral. Deveria ter mais respeito para com os seus compatriotas que tombaram naquela nefasta ação.
O fato é que os argentinos de um modo geral não conseguem lidar bem com a questão das ilhas. A Grã-Bretanha não realizou nenhum de comemoração por sua vitória na guerra de 1982. Fez apenas uma cerimônia em, que foram lamentadas as perdas ocorridas de ambos os lados. Mesmo assim o chanceler argentino Jorge Taiana não aceitou o fato e acusou o governo britânico de “soberba”. Ora, soberba se cantasse vitória ou lembrasse somente as perdas britânicas. O ato foi sóbrio, como é natural dos britânicos, mas o chanceler argentino não entendeu assim.
Como se vê, passados 25 anos do episódio, a Argentina não consegue dar um passo sequer na busca de recuperação de sua posse sobre as ilhas que, para efeitos legais, seguem sendo Falkland e não Malvinas.