Escrevo de Miami, aonde cheguei esta sexta-feira. Constato de imediato que o fato que continua repercutindo no país é o atentado praticado por um jovem de 22 anos, em Tucson, no Arizona, em que morreram seis pessoas. A repercussão maior está se dando pela fala do presidente Barack Obama, que na quarta-feira foi a Tucson, onde fez um pronunciamento forte, conclamando os cidadãos americanos a manterem a calma e a união. Vale lembrar que no atentado, além dos 6 mortos, resultaram 14 feridos, entre eles a deputada democrata Gabrielle Giffords, a qual vinha sendo alvo de uma campanha por parte dos republicanos, por ter votado a favor do plano de saúde do presidente Obama. Na campanha, encabeçada pela ex-candidata a vice-presidência na última eleição, Sarah Palin, a foto de Gabrielle aparecia em meio a um alvo, dizendo que o eleitor tinha que eliminá-la. Os republicanos alegaram que esta era uma eliminação eleitoral e não física. Mas não foi assim que pensou o autor dos disparos em Tucson.
Obama, no entanto, fez um discurso conciliador, que acabou sendo elogiado até pelos republicanos, os quais ele passa a ter pela frente nesta nova legislatura. Isto pode ajudá-lo na condução das questões que buscam amenizar a crise econômica por que passa o país. Mas é fundamental que os EUA tratem com maior profundidade dessa questão que parece ser uma exclusivadade sua. Qual seja a dos franco atiradores que surgem de uma hora para outra, matando pessoas inocentes, como este que atacou no supermercado em Tucson.