O Iraque foi atingido esta manhã por uma série de pelo menos cinco explosões. Segundo os informes, o número de mortos já passa de 100 e o de feridos de 200, números que devem aumentar. Os atentados, praticados com carros-bomba e motoristas suicidas, tiveram como alvo prédios ministeriais e comboios policiais. São os dois alvos preferidos dos terroristas. Múltiplos atentados foram realizados nos últimos tempos contra esses dois alvos. Em 25 de outubro, em um duplo atentado cometido no centro da capital iraquiana contra edifícios ministeriais, pelo menos 155 pessoas morreram e 500 ficaram feridas. Dois meses antes, em 19 de agosto, outras 87 pessoas morreram e mais de mil ficaram feridas em várias explosões contra diversas sedes ministeriais, também no centro da capital. O governo iraquiano acusou então a rede terrorista Al Qaeda e o partido Baath, de Saddam Hussein, de serem os responsáveis por estes atentados, e afirmou também que o regime sírio estava por trás da organização dos ataques.
A pergunta que se faz é sobre o por que dos atentados contra esses dois alvos específicos? Bem, os ministérios se constituem na estrutura de suporte do governo. Já que é muito difícil atacar o palácio presidencial, que tem a proteção inclusive das tropas dos EUA, atacam os prédios dos ministérios, para tentar desestruturar o governo. Ao mesmo, procuram minar também as forças de segurança, que dão sustentação ao governo e proteção à população. Por isto tem atacado comboios militares e prédios que abrigam instituições de segurança, como quartéis e delegacias.
Os atentados de hoje no Iraque e os de ontem no Paquistão, que mataram pelos menos 44 pessoas, provam o dilema que se estabelece para a administração Obama. A intenção do presidente americano é deixar o Iraque para se concentrar no Afeganistão e no Paquistão, que é onde localiza-se o grosso da rede terrorista formada pela Al Qaeda e pelo Talibã. Mas como deixar o Iraque, se até com a presença americana os atentados seguem acontecendo? Este é o dilema.