A visita do presidente Bush ao Brasil se dá, como não poderia ser diferente, em meio a protestos. O mote principal é o epíteto de Senhor da Guerra. Que de fato o é. Bush chega ao país num momento em que as tropas americanas estão atoladas no Iraque, em decorrência da nefasta estratégia por ele traçada. O próprio presidente Lula sempre se posicionou contra a guerra.
Tudo isto, no entanto, não pode servir de justificativa para rejeitar a visita do dirigente americano. Somos contra a guerra, mas não somos contra os negócios com os EUA. Afinal, com guerra ou sem ela, os negócios continuam. E se continuam, vamos discuti-los. Ainda mais quando temos oportunidade de avançar no campo energético, com o aproveitamento da tecnologia que desenvolvemos para o álcool. E como os EUA estão vivamente interessados em comprar nosso produto. Temos que procurar fazer negócio. Até porque, com isto, abre-se uma perspectiva para o mundo ao etanol brasileiro. Na seqüência, vem o rendimento para o país, a geração de empregos e, por extensão, a diminuição das desigualdades sociais.
Diante de tudo isto e ainda, em sendo os EUA o nosso principal parceiro comercial, não podemos deixar de bem receber o dirigente americano. O fundamental, no entanto, é endurecer quanto às cotas estabelecidas para a entrada do etanol nos EUA. O demais é só perfumaria.