O Equador teria rejeitado a proposta da Odebrecht e decidido expulsar a empresa do país. Isto, pelo menos, é o que está sendo informado hoje. Resta ver se isto é uma medida definitiva ou mais uma forma de pressão por parte do governo equatoriano.
Vale lembrar que o conflito está relacionado às obras da hidrelétrica de São Francisco, realizadas pela Odebrecht. Localizada na região central do Equador, a usina é responsável por 12% da produção total de energia do país. Foi inaugurada há 14 meses, mas deixou de funcionar em junho, devido ao desgaste prematuro das rodas d´água das turbinas e ao desabamento parcial do túnel por onde passa a água. A Odebrecht havia se comprometido a resolver os dois problemas e recolocar a usina em funcionamento até 4 de outubro. No entanto, o governo equatoriano resolveu cobrar indenização sobre os lucros cessantes. A empresa, inicialmente, não aceitou a cobrança porque isto não constava do contrato. Mas depois houve um acordo, com a empresa se dispondo a pagar 43 milhões de dólares de indenização e assumindo todos os custos de recuperação das obras. Surpreendentemente, no entanto, o governo equatoriano depois de aceitar o acordo resolveu rompê-lo. Militarizou a usina, confiscou quatro outras obras que a Odebrecht tem no país e proibiu os executivos da companhia de deixar o país. Os contratos das quatro obras da Odebrecht no Equador são estimados em meio bilhão de dólares e tem financiamento do BNDES.
Se a decisão equatoriana for realmente efetivada, estará criado um incidente com o Brasil, sobre o qual o presidente Lula será obrigado a se posicionar.