O presidente Hugo Chávez segue avançando no seu projeto de radicalização na Venezuela. No mês passado, ele anunciou seu projeto para a área da educação. Ele quer que todas as escolas, indistintamente, adotem em seu currículo as linhas ideológicas do governo bolivariano. Os conteúdos ministrados deverão estar de acordo com os preceitos do “socialismo do século 21”, conforme disse o próprio presidente em seu programa de rádio. E acrescentou que irá colocar inspetores do governo nas escolas particulares para verificar se as normas estão sendo cumpriadas. Se não estiverem, as escolas sofrerão intervenção e nacionalização. Ou seja, doutrinação pura e obrigatória para todos. Liberdade de pensamento, nem pensar.
Pois agora ele começa a atacar a propriedade privada. Acaba de anunciar que o conceito de propriedade privada não tem lugar dentro de sua “revolução socialista do século XXI”. Chávez está trabalhando para mudar a Constituição. Para isto, já há a convocação de um referendo para 2 de dezembro. Seu objetivo é estabelecer a socialização dos meios de produção, da propriedade pessoal, da familiar, da pequena propriedade privada e da pequena e média empresa, segundo o seu projeto.
Como se vê, enquanto países comunistas como China e Cuba vão se abrindo para a iniciativa privada, a Venezuela vai se fechando. Ou seja, vai na contramão da história.