A Venezuela tem eleições regionais neste domingo para eleger 22 governadores, 338 prefeitos e 233 parlamentares. O diferencial nesta eleição é que pela primeira vez se travará uma disputa não só entre chaviztas e anti-chaviztas, mas também contando com a participação de ex-chaviztas. E são estes que prometem surgir como uma terceira via para o país.
O mais notório dos ex-chaviztas é o general Raul Isaías Baduel, que já foi um dos homens mais poderosos da Venezuela. Foi chamado de mentor de Hugo Chávez quando o presidente era ainda um tenente-coronel. Mas o seu principal papel foi na tentativa de golpe contra Chávez, em 2002. Baduel, como ministro da Defesa, comandou a operação que promoveu o retorno de Chávez ao poder, após dois dias em que o país ficou praticamente sem governo. No entanto, em 2007, Baduel e Chávez romperam relações. O general foi colocado na reserva, renunciou ao cargo de ministro e passou a desenvolver uma campanha contra Chávez, a quem acusa de ter uma única missão: perpetuar-se no poder.
Na eleição deste domingo, a chamada terceira via quer abrir caminho para garantir maioria de deputados na Assembléia Nacional, na eleição de 2.010. Irá buscar reparar o erro da oposição em boicotar eleições anteriores, o que deu maioria a Chávez para aprovar tudo o que queria.
Como se observa, contra o veneno da cobra, vão usar o veneno da própria cobra.