A proposta brasileira de criação de sistema conjunto para monitorar os mais de 2000 quilômetros de fronteira entre Venezuela e Colômbia foi rechaçada pelo presidente Hugo Chávez. A proposição, apresentada pelo assessor de Assuntos Internacionais Marco Aurélio Garcia, previa uma ação conjunta dos dois países que estão em conflito, com o monitoramento de uma força multinacional. Além de rejeitar a proposta brasileira, Chávez voltou a convocar militares e cidadãos venezuelanos para guerra. Ele já tinha feito esta convocação no domingo dia 8, porém na quarta-feira, sentindo a forte reação às suas palavras, minimizara a declaração, dizendo que fora mal interpretado, que a sua intenção era agir de acordo com a pregação latina que diz: “se queres a paz, prepara-te para a guerra”. Porém, neste fim de semana, Chávez voltou de novo com suas bravatas bélicas, convocando de novo para a guerra.
E o faz por uma questão fundamental, quer desviar a atenção de seu povo dos problemas internos como a falta de luz, a inflação de 30%, o índice de criminalidade que dobrou, a insegurança e tantas outras coisas. Usa a velha tática dos ditadores, busca uma questão nacionalista para fazer o povo esquecer seus problemas.
PAZ COM EQUADOR
Enquanto ouve as ameaças de Chávez, a Colômbia se reaproxima do Equador, com quem estava rompida desde março de 2008, quando tropas colombianas atacaram um acampamento das Farc em território equatoriano. As negociações que deverão levar à retomada de relações entre os dois países, tiveram um passo importante na sexta-feira, com a formalização da troca de encarregados de negócios. Nos próximos dias deverá ser anunciada a reativação da comissão conjunta de fiscalização dos 700 quilômetros de fronteira entre os dois países. O diálogo entre os dois países foi reaberto há dois meses, sob a mediação da OEA, a Organização dos Estados Americanos, e do Centro Carter. Como se observa, enquanto Álvaro Uribe e Rafael Correa usam o bom senso na busca da convivência pacífica na região, Chávez gera tensão para abafar seus problemas internos.