Volto de minha gira por Colômbia e Equador e já me deparo com a informação de que o presidente da Venezuela Hugo Chávez está ensaiando manobras militares conjuntas com a Rússia. Ora, justamente num momento em que os EUA e a Europa estão num confronto com Moscou em função da guerra entre Rússia e Geórgia. Está certo que não estamos mais nos tempos da Guerra Fria, quando tínhamos a confrontação Leste-Oeste, mas estamos diante de algo parecido. E Chávez mostra que segue na contra-mão dos acontecimentos. Não só nos seus procedimentos políticos e econômicos, mas também nas suas relações internacionais. Já mostrou isto ao se aliar com o contestado dirigente iraniano Mahmoud Ahmadinejad. E agora busca confrontar mais uma vez o Ocidente ao acenar com essas manobras militares com a Rússia, de quem, diga-se de passagem, está comprando uma série de armamentos e equipamentos bélicos, tais como aviões e submarinos.
Não é atoa que Chávez tenha tanta rejeição na região. Na Colômbia, por exemplo, ele tem um índice de 94% de desaprovação. No Equador não foi realizada tal pesquisa, mas nos contatos que mantive, pude perceber que mesmo aqueles que apóiam o presidente Rafael Correa não gostam da sua aproximação com Chávez.
No entanto, o dirigente venezuelano segue querendo expandir a sua revolução bolivariana.