Cheguei neste domingo à noite de volta a Porto Alegre, após passar quatro dias na Colômbia e outros quatro no Equador. Dois países de cultura e história similares, mas que, devido à conduta de seus governantes, seguem caminhos diferentes. A Colômbia, na sua luta contra o narco-terrorismo da Farc, sob o comando de Álvaro Uribe, buscou o apoio dos EUA e, com isto, está conseguindo, paulatinamente, ir derrotando o nefasto movimento. Desde que começou essa cooperação,em 2001, mais de 9700 guerrilheiros já abandonaram as armas. Alguns deles, inclusive, começaram a prestar depoimentos à Comissão de Justiça e Paz, colaborando com o órgão, para com isto conseguirem redução em suas penas. Ao mesmo tempo, a Colômbia, cuja economia vem crescendo uma média de 6% ano nos últimos tempos, estabeleceu um tratado de livre comércio com os EUA. Ou seja, amplia a cooperação em termos militares e comerciais com a maior potência do mundo.
Já o Equador, sob o comando de Rafael Correa, é o último país da América Latina em termos de investimentos internos, está tentando mudar a Constituição, para instalar uma Carta nos moldes da que Chávez implantou na Venezuela e que lhe dá plenos poderes e está mandando os EUA retirar de seu país uma base que serve de cooperação no combate ao narcatráfico. Ou seja, despreza a cooperação da maior potência do mundo, para seguir os passos de Chávez, que aliás, está se assanhando até com manobras conjuntas com a Rússia.
Como se vê, dois países que são semelhantes em tudo, seguem caminhos diferentes em função do que pensam seus dirigentes.