Esta próxima quinta-feira será um dia marcante para a Organização dos Estados Americanos. Será realizada uma reunião do Conselho Permanente do organismo, ocasião em que a Colômbia, que pediu a reunião, apresentará o que considera ser provas contundentes da presença de guerrilheiros das Farc e do ELN em território da Venezuela. E, reforçando a sua convicção, a Colômbia pediu que a sessão seja aberta, uma sessão pública.
Na semana passada, o Ministério da Defesa colombiano disse ter provas gravadas em vídeo sobre a presença na Venezuela de quatro importantes líderes guerrilheiros. De acordo com uma nota oficial divulgada, os líderes seriam Iván Márquez; Rodrigo Granda, conhecido como Ricardo; Timoleón Jiménez, conhecido como Timochenko; e Germán Briceño, conhecido como Grannobles (das Farc); assim como Carlos Marín Guarín, conhecido como Pablito (do ELN)”. Segundo a Presidência colombiana, também estão na Venezuela “outros integrantes do grupo terrorista ELN”. Iván Márquez é membro do secretariado (comando central) das Farc, e em 2007 foi recebido em Caracas pelo presidente venezuelano Hugo Chávez, quando este, a pedido de seu homólogo colombiano Alvaro Uribe, mediava uma troca de reféns da guerrilha por rebeldes presos. Rodrigo Granda, considerado o “chanceler” das Farc, foi libertado por Uribe em 2007 para facilitar essa tentativa de troca. Timoleón Jiménez também faz parte do secretariado das Farc e foi o encarregado de anunciar, em 2008, a morte por causas naturais de seu fundador, Manuel Marulanda “Tirofijo”. Germán Briceño é o irmão do chefe militar das Farc, “Mono Jojoy”.
De acordo com a nota da Colômbia, os guerrilheiros estariam reunidos no que é chamado de “Acampamento Bolivariano” que, evidentemente, teria o apoio do presidente Hugo Chávez.
Fica, portanto, a expectativa para essa reunião.