O grande fato hoje na Colômbia é o início dos depoimentos de guerrilheiros frente a três juízes da Comissão de Justiça e Paz. Ao longo de 17 audiências durante o mês de setembro serão ouvidos 53 guerrilheiros, que, ao colaborar com a Justiça, pretendem ter reduzidas as suas penas de 40 para 8 anos de prisão.
Dentre o elenco que presta depoimento, o maior destaque fica com Elda Neyis Mosquera Garcia, um simplesmente Karina, nome de guerra da temível comandante de uma das facções da Farc, que se entregou ao exército a 18 de maio, depois de duas décadas de ações que apavoraram as regiões de Antioquia, Chocó e Caldas. Em sua primeira entrevista, Karina disse que participou de 31 ações, quase todas contra a força pública. Reconheceu que ordenou assassinatos, mas ressaltou que não participou de massacres.
Assim como ela, outras figuras de expressão das Farc e de outras organizações terroristas estarão prestando depoimento e tentando se beneficiar do fato de colaborar com a Justiça. E o número dos arrependidos vem aumentando. Já há 578 solicitações de presos para prestar depoimento. Enquanto que o número total de guerrilheiros que se entregaram desde 2001 chega a 9.879.
Como se observa, gradativamente, o governo vai vencendo a sua luta contra a narco-guerrilha.