Os defensores do sistema vigente em Cuba costumam salientar duas áreas, consideradas fundamentais em qualquer país, que dizem ter dado certo na ilha: educação e saúde. No que toca à educação, até se tem um alto índice de alfabetização, no entanto, o conteúdo do ensino é lamentável. O ensino é ministrado seguindo a cartilha do Partido Comunista e os únicos livros a que os estudantes têm acesso são os autoria dos revolucionários cubanos: Fidel Castro, Che Guevara, Camilo Cienfuegos, etc. Ou seja, pura doutrinação. Então, o ensino não é referência.
Já a saúde parece ser algo mais abrangente e eficiente. Tanto que o país tem um dos menores índices de mortalidade infantil do mundo. A saúde básica chega a praticamente toda a população. Só que isto tem um custo. E é um custo alto que o governo paga para que a população tenha saúde. Isto que o salário dos médicos não passa de 30 dólares ao mês. O salário mais alto pago no país. Mesmo assim, não está sendo possível suportar o custo. Daí o fato de o governo de Raúl Castro ter anunciado nesta segunda-feira medidas para “reestruturar, compactar e regionalizar” o seu emblemático sistema de saúde. A diretriz é enxugar a estrutura cubana –com corte de pessoal e fechamento de centros– e reforçar as missões médicas no estrangeiro para gerar divisas. Cuba tem intercâmbio na área médica com cerca de 70 países. O maior é com a Venezuela, para onde mandou 30 mil profissionais, que atuam em troca do petróleo que Chávez manda para Cuba.
O enxugamento dos médicos está dentro do esquema traçado pelo governo, para demitir 500 mil funcionários públicos até abril. Ou seja, do esquema que busca salvar o falido regime.