Depois da fragorosa derrota para os ruralistas, o governo de Cristina Kirchner tenta se reestruturar. É lógico que rolaram cabeças, como do ministro da Agricultura Javier Urquiza e do secretário de governo Alberto Fernandés. Para a Agricultura está praticamente certo o nome de Carlos Cheppi, que é presidente do Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária e que tem amplo trânsito entre os ruralistas. Cheppi já teria apresentado a Cristina um plano para elevar a produção de grãos do país de 95 milhões de toneladas para 148 milhões no período 2008-2015. O plano baseia as perspectivas de crescimento em uma nova política agrícola de estímulo ao aumento da produtividade, uso mais amplo da tecnologia, maior racionalidade no uso da terra e da água, e aplicação de fortes investimentos em infra-estrutura.
Este plano de Cheppi não foi feito agora, já existia há bastante tempo. No entanto, o governo só o adota depois de ter batido de frente com o setor rural durante quatro meses, procurando simplesmente taxar a produção, e depois de ter levado uma contundente derrota no Senado. Tudo porque o senhor Kirchner, não a senhora, queria dobrar o setor rural, buscando uma vitória política. Acabou levando o governo de sua mulher a uma humilhante derrota. E agora é ela quem tem que dar a volta por cima. Este é o custo de um governo casado.