As relações no âmbito do Mercosul começam a tomar conotações diferenciadas. Isto ficou ressaltado na presente reunião de cúpula realizada em Assunção e que não teve a presença de Hugo Chávez. E uma ausência que se dava por um motivo que causa crescente preocupação em âmbito regional. O presidente da Venezuela estava na Rússia comprando armamentos para seu país. Dentre esses armamentos, se incluem submarinos.
Ao mesmo tempo, Chávez avisa que pode deixar o Mercosul, especialmente, depois que recebeu críticas do Congresso brasileiro, a quem acusou de “papagaio dos EUA”. Pois, pelo que se observa, a saída de Chávez se daria em boa hora. Até porque, a entrada da Venezuela no Mercosul – que ainda não está referendada – se deu para atender apenas aos aspectos políticos que interessam Chávez. Ele simplesmente procurou um palco para atuar de forma a aparecer mais no cenário internacional. Até agora não houve qualquer acordo para a participação da Venezuela na parte econômica, que é aquele que rege o Mercosul.
O que Chávez quer – e isto ele não está conseguindo com os dirigentes do Mercosul – é estabelecer a sua “comunidade bolivariana”, que é baseada na centralização econômica do já sepultado regime comunista do Leste europeu. Para isto, ele conta com o apoio do dinossauro do comunismo na região, Fidel Castro, e de outros dois neófitos, Evo Morales da Bolívia e Daniel Ortega da Nicarágua.
Que fique com eles. Agora, o que a região não pode descuidar é desse ímpeto armamentista de Chávez. Isto pode trazer trágicas conseqüências.