Hilary Clinton e Barack Obama vão para uma disputa crucial hoje em quatro estados americanos: Texas, Ohio, Rhode Island e Vermont. O que, se especula é que se Hilary não obtiver um bom resultado nesta prévia de hoje, poderá abrir mão de sua candidatura. Por isto, todo o esforço possível está sendo desenvolvido por sua equipe de campanha, com vistas a minar a candidatura de Obama que, por sinal, vem crescendo substancialmente nas últimas prévias.
O golpe preparado pela equipe de Hilary contra Obama para hoje é o que foi convencionado chamar de “naftagate”. Refere-se às críticas que ele vem fazendo ao Nafta, o tratado de livre comércio entre EUA, Canadá e México, que é apontado por boa parte da população, especialemente em Ohio, como o principal responsável pelo aumento do desemprego nos EUA. Aliás, tive oportunidade de comprovar essa crítica em Michigan. O grande centro automobilístico do estado, Detroit, enfrenta um grande desemprego, o que é atribuido à entrada de carros coreanos e japoneses no país e à mudança de plantas americanas para o México. Pois Obama passou a fazer coro contra o Nafta. Mas agora surge a informação de que esse posicionamento é mais político do que uma articulação com vistas a um plano de governo. Ou seja, seria apenas um posicionamento de campanha, que não seria posto em prática. Se verdade ou não, o fato é que fica a dúvida. E isto pode pesar na hora da votação.
Mas Ohio, assim como Michigan, apresenta uma grande alternativa para o desemprego: o etanol. Ohio já produz álcool a partir do milho e a meta é triplicar a produção. E este é um outro ponto em que Obama se apoio: “aumentar o emprego verde”. Enfim, tudo faz parte da campanha.