A primeira iniciativa prática do governo Obama de retirada de contingentes do Iraque já está definida: Até setembro devem sair 12 soldados americanos do país, na estratégia que visa o deslocamento das tropas para o Afeganistão. Sabendo que é lá no Afeganistão que está o centro do terror, Obama vem tentando reunir todo o apoio possível. Nesse sentido já acenou para a Rússia e para o Irã. E agora, para surpresa de muitos, acena até para o Talibã, que é o regime que foi destituído pela ação militar americana. E o que é pior: é o regime que dera sustentação para Bin Laden e seus asseclas da Al Qaeda.
Diante disto vem a pergunta: Obama se dispõe a negociar com quem ajudou os autores do 11 de setembro? Há um ditado que diz: “se não podes derrotar o teu inimigo, te junta a ele”. Acontece que o Talibã é uma força que está presente em todo o Afeganistão. É preciso cooptá-lo para um acordo. Como aconteceu no Iraque. Segundo o general Davi Patreus, chefe do Comando Central americano no Oriente Médio, “parte do sucesso no Iraque incluiu uma aproximação com pessoas que consideraríamos fundamentalistas islâmicos, mas que estavam dispostas a cooperar”.
No caso do Afeganistão, o poder do Talibã está espalhado pelas múltiplas tribos que, por sua vez, se espalham pelo país. A estratégia seria cooptar algumas dessas tribos, explorando a divisão que se estabeleceriaentre elas. Ou seja, se trata da velha tática do “dividir para dominar”, tantas vezes empregada aqui na América Latina.