Após três dias de céu limpo e sol intenso, com a temperatura chegando aos 27ºC, deixo Miami e sigo para Washington, aonde chego com uma temperatura de zero grau. Um contraste que marca os múltiplos que caracterizam estas duas cidades. Miami é o calor no inverno, a praia o ano todo, o turismo, os transatlâticos atracados no porto, a ida à Disneylandia, que está ali perto, em Orlando. É o grande centro financeiro e de negócios, com seus gigantescos e maravilhosos edifícios que compõem o belo visual da cidade. Enfim, Miami é o calor e a informalidade.
Duas de vôo e chego a Washington, onde tudo muda. A começar pelo frio, pela neve, pela arquitetura e pela razão de ser da cidade: o centro do poder.
A Washington que encontro hoje é diferente da que visitei quatro meses atrás, quando tudo ainda estava verde e florido. Agora a vegetação está queimada pela neve e as placas de gelo ainda se acumulam no rio Potomac e em alguns jardins da cidade. Mas, como disse anteriormente, você está no centro do poder. E só o fato de circundar a Casa Branca já dá um frio na barriga. Sem contar que ao chegar à cidade, vindo do aeroporto, já se passa pelo Pentágono, de um lado, e pelo Cemitério de Arlington, de outro. De um lado os que tomam as decisões que vão influir na história do país e, de outro, jazem os que fizeram a história do país, como John F. Kennedy. Seguindo o trajeto pelas margens do Potomac, a homenagem para dois vultos da história: Abraham Lincoln e Thomas Jefferson, cada um com o seu memorial. Como da vez anterior, fico hospedado no hotel da Universidade Georgetown, situada no coração da cidade antiga. Portanto, em meio a prédios seculares e um ambiente acadêmico.
Só não encontrei constrastes foi nas conversas que tive com as pessoas, tanto em Miami quanto em Washington, sobre a situação econômica do país. Há uma unanimidade em afirmar que o país começa a se recuperar, depois de ter afundado em 2009, como conseqüência da crise de 2008. E há unanimidade também em afirmar que a recuperação vai ser lenta. Embora todo o esforço que esteja fazendo aquele cidadão chamado Barack Obama, que está sentado ali dentro da Casa Branca.
Ainda a respeito de Miami, o leitor Toruk Nazar consulta sobre cobrança de pedágio nas vias expressas. Pois, paga-se a “fortuna” de 75 centavos de dólar. E para quem não quiser pagar, existem as vias alternativas. Ou seja, no país do capitalismo se respeita o cidadão, diferentemente do que ocorre aí no nosso meio. Outra diferença é no que se relaciona à criminalidade. Como no Brasil, o crime existe. Mas diferente do Brasil, aqui o bandido mofa na cadeia.